Orçamento empresarial: ferramenta essencial para a estabilidade financeira do negócio

O orçamento empresarial é um recurso indispensável para o correto funcionamento de um negócio. É a partir dele que serão desenvolvidas todas as ações de gestão financeira. E é com base nele que a administração da empresa pode se manter sustentável e ser desenvolvida.

 

Neste artigo, vamos falar sobre como fazer um orçamento empresarial correto e eficaz, de modo a assegurar o bom funcionamento das suas operações. Ele deve conter informações importantes, como o detalhamento de todas as suas receitas e despesas, além de considerar o que vem sendo feito e avaliar o cenário para os investimentos futuros.

 

Como elaborar um orçamento empresarial eficaz

Um orçamento empresarial vai muito além da previsão do que a empresa pretende gastar em determinado período. Ele deve listar as metas da organização e estabelecer a quantidade de recursos necessários para que elas sejam alcançadas. Ou seja, o orçamento serve tanto para organização quanto para o planejamento da gestão. Para isso, ele deve seguir o seguinte passo a passo:

 

1 – Avalie o seu negócio

Normalmente, o orçamento empresarial considera o período anterior para que se possa projetar o que está por vir. É habitual que ele seja desenvolvido anualmente, considerando as metas e planos para o ano seguinte. Assim, esse trabalho deve começar cedo, pelo menos na metade do segundo semestre do ano anterior a ser orçado.

 

A primeira etapa é, portanto, avaliar o seu negócio. Você precisa separar os custos das despesas, o que é fixo e o que é variável, e analisar o seu lucro e sua rentabilidade. Esse primeiro movimento vai permitir a você ter uma visão do que está funcionando e do que precisa melhorar para, a partir daí, definir as expectativas a serem traçadas.

 

Esse diagnóstico também vai possibilitar a listagem de um objetivo desafiador, porém, realista. Ou seja, ao fazer um retrato do desempenho do seu negócio, você vai perceber a capacidade da empresa em alcançar os resultados dentro do potencial e da necessidade dela. Nesse estudo, vale ficar atento às sazonalidades e estruturar ações para aproveitar essas datas.

 

Para ter uma visão ainda mais abrangente, você pode associar o desempenho do seu negócio com os concorrentes, fazendo um mapeamento do mercado e, assim, descobrindo oportunidades e gargalos. Paralelamente, é possível olhar para os resultados da sua empresa não apenas no ano anterior, mas num período de três anos anteriores pelo menos, de modo a identificar a evolução ou não dos resultados.

 

2 – Liste tudo

Após esse reconhecimento da sua empresa, do mercado e dos seus objetivos, é hora de listar. Quanto mais itens forem colocados no papel, melhor vai ficar o seu orçamento. Portanto, o ideal é que ele contenha:

 

  • Receitas
  • Investimentos (financeiros ou não, ativos e projetados)
  • Empréstimos e financiamentos (ativos e projetados)
  • Projeção de fluxo de caixa
  • Custos e despesas

Em relação a este último item, lembrar dos seguintes pontos:

 

Custos e despesas fixas

  • Aluguel
  • Salários
  • Telefone, energia elétrica, água e internet
  • Tributos
  • Ações fixas de marketing (manutenção de site e PDVs)
  • Contabilidade
  • Seguros

 

Custos e despesas variáveis

  • Matéria-prima
  • Materiais de escritório
  • Ações esporádicas de marketing (liste cada uma individualmente)
  • Transporte e logística
  • Reformas estruturais

 

Lembre-se: o que já faz parte da rotina da sua empresa deve ser projetado com base nas metas traçadas e no histórico avaliado. Quer dizer, você considera as operações dos períodos anteriores, o contexto do mercado e lança uma expectativa para o ano orçado considerando o que se pretende alcançar.

 

Exatamente por isso, nem tudo o que já foi feito precisa entrar na conta. Se você avaliou que algo não funcionou ou que já atingiu o objetivo proposto, neste novo orçamento não precisa constar. Agora, se um item específico merecer mais recursos (como novas ações de marketing ou mais matéria-prima), isso precisa estar bem detalhado.

 

Naturalmente, nesta etapa você não deve apenas listar que vai ter esses tipos de receitas e despesas. Aqui você tem que fazer um desenho do cenário mesmo. Ou seja, tendo em vista todos os gastos, quanto que será necessário produzir para cobrir esses valores, lucrar e ainda conseguir economizar para se desenvolver e dar um passo a mais rumo ao crescimento da empresa?

 

Este é um ponto crucial do orçamento, o coração desse trabalho. Porque é aqui que você vai descobrir se está gastando muito mais do que deveria, se as receitas são suficientes para atingir os objetivos e, com base nessa reflexão, fazer os ajustes necessários para assegurar a sustentabilidade das operações.

 

Também é um momento bem propício para lançar novos produtos ou serviços com a intenção de aumentar a carteira de clientes e o faturamento com os que já são ativos. Claro, tudo precisa ser decidido à luz do mapeamento interno e de mercado realizado, mas é neste passo que essa decisão tem de ser tomada.

 

Com tudo isso, você consegue estruturar exatamente o caminho que a sua empresa pretende trilhar: o quanto é preciso de receitas, o quanto vai haver de gastos e o quanto vai sobrar para investir. Tudo estruturado sobre dados históricos, o que garante solidez e segurança ao orçamento empresarial.

 

3 – Faça o acompanhamento do orçamento empresarial

Depois de todo o trabalho de análise, projeção e cálculo das metas, é hora de acompanhar. É natural que, no decorrer do ano, surja a necessidade de ajustes, dependendo do comportamento do mercado e do sucesso no alcance dos objetivos. Assim, estar atento para fazer as correções de modo a aproveitar as oportunidades e superar os desafios que aparecerem é fundamental.

 

Afinal, o orçamento empresarial é uma maneira de você organizar as finanças para o período seguinte, mas também um recurso que permite o planejamento estratégico. Como ele está intimamente ligado aos ganhos e gastos, precisa fazer sentido dentro do contexto vivenciado. 

 

Quer dizer, se você imaginou uma realidade boa e ela se provou ruim, a rota tem que ser consertada para impedir que o dinheiro corra para o ralo.

 

E, claro, a busca por enxugar os gastos e ampliar as receitas é sempre o objetivo final de um orçamento empresarial. Quando mais se fatura, mais haverá margem para crescer. Nesse desafio, conte com uma contabilidade de confiança, que trabalhe de maneira estratégica. Ela é capaz de assessorar na redução das perdas financeiras.

 

Por isso, conte com a Kontisa! Nossa experiência pode garantir ao seu negócio a otimização nas operações contábeis de maneira a contribuir para um orçamento empresarial ainda mais eficaz. Entre em contato conosco e saiba como podemos ajudá-lo. Se preferir, deixe o seu comentário no espaço abaixo!